|
Maria
Luisa Bellotto: Licenciada
em Nutrição
(Universidade Metodiasta de Piracicaba – UNIMEP)
e Doutoranda em Educação (Faculdade
de Educação, Departamento de Psicologia
e Pedagogia – Universidade de Lleida UDL– Espanha).
Marco Antonio Coelho Bortoleto:
Licenciado em Educação
Física (UNIMEP), Mestre em Educação
Física (UNICAMP) e doutorando em Educação
Física (Instituto Nacional de Educação
Física da Catalunha – INEFC – Centro
de Lleida – UDL – Espanha).
RESUMO
Durante 15 dias do mês de junho de 2001, participamos
de um grupo que realizou o Caminho a Santiago de
Compostela que tinha como objetivo coletar dados
para uma pesquisa sobre o tipo de alimentação
que se realiza ao longo do percurso. Tentamos buscar
reposta como: o tipo de dieta consumida pelos peregrinos (1) e
se é possível emagrecer realizando
o caminho. Esta atividade foi tida como uma prova
piloto, para que se conhecesse a melhor metodologia
para a realização de um estudo futuro
com maior rigor científico. Ao final do percurso,
concluímos que se faz fundamental o uso de
determinadas ferramentas como uma balança
própria e de precisão, adipômetro
de confiança e um aparelho de bioimpedância
elétrica, assim como um sistema de recolhida
de dados mais organizado e individual sobre a alimentação
consumida por cada participante ao longo do caminho.
INTRODUÇÃO
Seguindo nossos objetivos iniciais, o trabalho foi
estruturado em 3 partes: na primeira parte apresentamos
o Caminho de Santiago, seus peregrinos, e também
discutimos as dietas dos mesmos, mediante uma revisão
de literatura e dados registrados em nossos diários
de campo. Na segunda, discutimos a variação
da gordura corporal, mediante análise de
suas pregas cutâneas e o comportamento alimentar
dos três indivíduos estudados. E finalmente
na terceira parte buscamos contrastar as informações
da primeira com a segunda parte com o objetivo de
elaborar considerações e sugestões úteis
tanto para profissionais e investigadores, como para
as pessoas que apenas desejam realizar esta atividade.
O CAMINHO DE SANTIAGO
O caminho a Santiago de Compostela é uma das
rotas de peregrinação mais conhecidas
e realizadas no mundo(2) . São vários
os aspectos que atraem estas pessoas a realizarem
esta aventura, entre eles podemos destacar: a religiosidade
que tradicionalmente foi atribuída como a
principal característica deste caminho, a
possibilidade de introspecção, o conhecimento
dos limites físicos, e o intercâmbio
cultural entre outros (www.caminhodesantiago.com.br).
Contudo, existe um outro objetivo motivador deste
estudo que é a possibilidade de emagrecer
mediante a realização deste trajeto.
Inicialmente devemos considerar que em muitos casos
este objetivo não está totalmente explícito
ou declarado, e que se esconde atrás dos outros
objetivos, principalmente o religioso.
Este caminho pode ser realizado passando por distintas
rotas (como a francesa e a Espanhola). Neste percurso
são percorridos 1000 km aproximadamente, os
quais dependendo do meio de locomoção
podem ser realizados entre 8 e 50 dias. Estes meios
de transporte são os mais variados, como bicicleta,
moto, carro, a pé e inclusive auxiliado por
animais (mula, cavalo, etc.).
A tradição do Caminho de Santiago sugere
que a maioria dos peregrinos realize o percurso a
pé(3) , no entanto, uma grande porcentagem o
realiza em bicicletas. Em nossos diários de
campo constam informações sobre ambos
os tipos de atividade, no entanto, nossa coleta de
dados foi realizada somente com cicloturistas.
OS PEREGRINOS
Com relação aos peregrinos Caminhantes,
nossos diários de campo apontam que podem
percorrer trajetos de 10 a 40 km por dia, com uma
média de 25 km diários. Estas distâncias,
considerando que em média a marcha humana
ocorre por volta de 5.6 km/h, segundo WILMORE y COSTILL
(1994), se referem de 2 a 8 horas de esforço
ao dia, com uma média de 4 horas diárias.
Estes mesmos autores consideram que para cada minuto
de caminhada a 5.6 km/h ocorre um gasto de 5 Calorias,
significando um acréscimo de 300 Cal por hora
de caminhada a este rítmo-intensidade. Assim,
dependendo da distância/tempo de caminhada,
cada peregrino pode ter um acréscimo no Gasto
Energético Total (GET) de 30 a 120% de suas
Necessidades Energéticas Totais (NET). Se
consideramos um esforço de 4 horas de caminhada
teremos em média um acréscimo de 50-60%
do NET.
Já os Cicloturistas pedalam, de acordo com
a médias registradas pelos velocímetros
das bicicletas dos 3 sujeitos investigados, distâncias
de 7 a 20 km a cada hora, o que significa percorrer
trajetos de 30 a 160 km diários. As velocidades
podem alcançar os 65 km/h e a intensidade
varia principalmente conforme o terreno (terra, pedra
ou asfalto) e conforme a inclinação
do trajeto (subida ou descida).
Considerando que um ciclista, segundo PORTE (1996),
pode gastar entre 200 a 700 Cal/h durante o esforço
de pedalar (variando conforme a intensidade do pedalo)
os cicloturistas podem ter um acréscimo em
seu NET de 30% a 150%.
Esta breve descrição indica a necessidade
de uma dieta adequada para este tipo de atividade
tanto no que se refere a quantidade calória
bem como a qualidade dos alimentos a serem ingeridos.
A DIETA DOS PEREGRINOS:
ANTECEDENTES TEÓRICOS
Segundo a World Health Organization (WHO/1990), a
constituição de uma dieta saudável
deveria conter 55-75% de glicídeos, 15-30%
de lipídeos e 10-15% de proteínas.
Já uma dieta específica para o tipo
de atividade que estamos estudando, ou seja, para
pessoas com uma alta necessidade energética
deve conter: 60-70% de carboidratos, 20% gorduras
(evitando as saturadas), 10-15% de proteínas
(de alto valor biológico), e água (suficiente
para as perdas), conforme CREFF em Porte (1996).
Estes alimentos também devem ser fontes de
vitaminas e sais minerais, de acordo com as recomendações
da Recommended Dietary Allowances (RDA, 1989), levando
em considerações as perdas hidroeletrolítica
ocasionadas pelo esforço físico e questões
de temperatura e umidade local.
A maior parte deste trajeto é realizado na
Espanha, país este, conhecido por possuir
uma alimentação de característica
mediterrânea. A dieta mediterrânea é constituída
de alimentos naturais e frescos, rica em frutas,
pescados, verduras e baixa em gordura saturada. Naturalmente,
os peregrinos são levados a consumir uma dieta
com estas características que a princípio,
pode ser considerada uma dieta saudável. Contudo,
os equívocos começam exatamente neste
ponto, pois a qualidade de uma dieta esta influenciada
pelo tipo dos alimentos a serem consumidos, as condições
de higiene para processo de preparação,
além da possibilidade de se poder elaborar
uma refeição.
A falta de conhecimento e a existência de pouca
informação sobre este assunto, expõe
ainda mais estas pessoas a qualquer tipo de produto
e dietas inapropriadas.
Para aqueles que podem pagar um restaurante durante
os vários dias de peregrinação
as dietas tendem a ser mais equilibradas e talvez
com uma melhor qualidade. Contudo, se consideramos
que esta rota atravessa várias regiões
e estados da Espanha e que existe uma grande variedade
de alimentos, muitos deles desconhecidos para o organismo
dos peregrinos, é bastante comum encontrar
peregrinos com indisposição gastrointestinal,
mesmo entre os que comem em restaurantes, pois as
normas sanitárias não podem ser garantidas
em lugares onde não existe fiscalização.
Uma saída seria comprar alimentos em supermercado
ou “vendinhas” o que também apresenta
problemas. Ex: elaborar uma dieta com excesso de
alguns dos grupos de alimentos e ausência de
outros.
Um dos aspectos físico-psicológico
que atuam sobre os peregrinos é o cansaço,
este pode ser uma barreira que atrapalha ou impede
a realização de uma alimentação
mais elaborada e equilibrada pois a preparação
dos alimentos além de exigir maior esforço,
necessita de tempo. Acreditamos que o tempo é um
fator de influência psicológica importante,
afinal muitos peregrinos relatam que o tempo de preparo
da dieta poderia estar sendo utilizado para descansar.
Além disto, a ansiedade em repor a energia
gasta faz com que muitos peregrinos ingiram uma quantidade
maior de alimentos do que realmente necessitam, e
consumam alimentos de rápido preparo ou industrializados,
os quais frequentemente não são os
mais indicados para uma boa alimentação.
METODOLOGIA
Este estudo foi um experimento piloto. As informações
obtidas visam garantir a qualidade de nossas aportações
(acima de tudo verificar as dificuldades e necessidades
para a realização de um estudo melhor
desenhado científicamente), aclarar dúvidas
e confirmar ou refutar as poucas informações
que tinhamos na literatura e algumas que são
transmitidas aos peregrinos através do sensu
comum.
Considerando a opção de realizar o
trajeto de maneira mais artesanal e simples possível,
as dietas citadas na tabela 1 foram elaboradas pelos
próprios sujeitos do grupo ao longo do caminho.
Assim sendo, o grupo tinha a disposição
um pequeno botijão a gás, duas panelas
pequenas, e cada integrante levava uma marmita e
um copo de alumínio, que também foram
utilizados para esquentar a comida ou cozinhar quando
era necessário.
Os 3 indivíduos que realizaram a atividade
tinham idades de 23, 25 e 29 anos, sendo 2 dois homens
e 1 mulher, todos praticante de atividades física
regular não competitiva, ou seja, todos apresentavam
um condicionamento físico satisfatório
antes da atividade.
A coleta de dados foi realizada com a medição
de 5 pregas cutâneas antes, durante e depois
do percurso, segundo protocolo de FAULKNER (1968)
sendo medida sempre pelo mesmo pesquisador.
A ferramenta utilizada foi um adipômetro (de
plástico) de pressão não totalmente
confiável, sendo assim as pregas medidas foram:
abdominal, subscapular, suprailíaca, tríceps
e bíceps. A primeira medição
foi realizada horas antes de começar, a última,
horas depois de acabar, e as outras em intervalos
de 3 dias de pedalo.
RESULTADOS
Observamos que os locais e as condições
que são preparadas e realizadas as refeições
variam muito e freqüentemente são precários.
Poucas são as possibilidades de um peregrino
elaborar sua alimentação com o devido
controle sanitário e qualidade dos alimentos,
com exceção de quando comem em restaurantes
ou quando chegam aos albergues, onde na maioria das
vezes podem utilizar a cozinha do respectivo local.
No caso dos albergues, os problemas podem ser a falta
de água de qualidade ou a necessidade de compartilhar
espaço, instrumentos, condimentos e inclusive
a disponibilidade de ter a mão os ingredientes.
Por este e por outros motivos, os peregrinos acabam
tendo que achar saídas mais rápidas,
fáceis e baratas(4) para
poderem se alimentar, aspectos que muitas vezes contribuem
na diminuição
da qualidade da alimentação.
Outro aspecto muito importante que deve se ter em
conta é que cada peregrino tem o seu hábito
alimentar e sua cultura, além de que em determinados
situações de cansaço, calor,
sede e fome se tornava muito difícil controlar
atitudes erronias. Isso significa que as dietas possuem
pequenas variações tanta na quantidade
como na opção dos alimentos. Queremos
salientar que estas diferenças pessoais podem
diferenciar sutilmente o consumo de um ou outro alimento.
Uma das maneiras para cumprimento da necessidade
de reposição calória é levar
sempre uma reserva de alimento pronta ou de fácil
preparação para ser consumida durante
a trajeto. Neste momento, constatamos um consumo
exagerado de alimentos industrializados ricos em
carboidratos e gorduras, tais como: pão com
geleia, croassaint de chocolate, chocolates e bolachas,
batatas chips.
As frutas freqüentemente fazem parte da dieta,
porém, elas se estragam com o calor ou batidas
ao longo do caminho, um problema que cada peregrino
tenta superar com uma estratégia particular.
De maneira geral, observamos que os peregrinos consomem
uma dieta quase toda composta por alimentos energéticos,
em muitos casos em quantidades além do necessário
que atrapalha ou até impede alcançar
o objetivo de emagrecer para aqueles que desejam.
Com relação a hidratação,
quase como uma regra geral, podemos dizer que cada
peregrino leva de 1 a 3 litros de água para
consumir durante as várias horas de esforço.
Muitos buscam comprar água mineral para estarem
seguros da qualidade, no entanto muitas vezes a quantidade
desta água que levam não é suficiente,
assim são obrigados a beber água das
fontes que existem ao longo do caminho, água
que pode ser considerada de qualidade suspeita. Também
nos albergues normalmente se bebe a água das
fontes ou da torneira, impedindo que a reposição
dos líquidos seja totalmente de qualidade.
Mesmo utilizando o bom senso todas as vezes que possível
para a escolha dos alimentos, as características
e dificuldades do caminho dificultaram uma dieta
mais equilibrada, tanto qualitativamente como quantitativamente,
prejudicando de certo modo a alimentação
destes sujeitos.
Para concretizar o assunto, podemos visualizar na
tabela 1 uma amostra de 3 dos 5 dias, de como registramos
o que foi consumido (Dietas) pelos 3 sujeitos pesquisados.
Dias |
Café da
manha |
Colação |
Almoço |
Merenda |
Cena |
Extras |
| 1 |
Leite integral c/ café e
açúcar , pão c/ ovo |
Granola |
Laranja, pêra e bolacha
maizena |
Granola/bolacha maizena |
Macarrão c/ milho e atum,
café e bolacha waffle |
|
| 2 |
Pão c/
ovo. café c/ açúcar |
Maçã, cereja e granola |
Arroz, frango (c/ cebola,
milho e pimentão verde), vinho, croassant de
chocolate e café c/ açúcar |
Banana e granola |
Sopa de aspargos c/ macarrão
e arroz, batata chips e café ou chá c/ açúcar |
|
| 3 |
Pão c/ margarina, leite
integral c/ café e açúcar, (opç: banana c/ granola) |
Refrigerante, doce de
pêra e donuts |
Arroz c/ azeitonas, feijão
branco c/ ervilha, suco de maçã ou refrigerante
e chocolate ou sorvete |
Pão c/ presunto e queijo |
Arroz, frango acebolado,
alface, refrigerante, café c/ açúcar |
Maçã, bala de cereja |
Tabela
1 Distribuição dos alimentos
consumidos (Dietas) pelos 3 sujeitos pesquisados. |
Com relação a qualidade desta dieta
se nota que alguns grupos de alimentos não
tiveram sua presença adequada, é o
caso do consumo de hortaliças e legumes crus
ou cozidos. Procurava-se comprar este tipo de alimento
mas a condição de pré-preparo,
preparo e armazenamento foi um tanto complicada.
Uma saída foi comprá-los em conserva,
razão que limitava o aproveitamento de suas
vitaminas de forma integra.
O leite foi outra fonte de alimento não consumido
suficientemente, uma porção pela manhã era
possível, mas ao longo do dia não se
repetia por motivos de peso no transporte, além
de não apetência deste devido ao calor
e indisposições gástricas que
possivelmente poderiam ser ocasionadas. Porém
como se nota, alguns dias foi possível consumo
de sorvete ou iogurte, mas ainda em quantidades insuficiente.
As frutas como: maçã, pêra, banana,
cereja, laranja, por ser um alimento leve e fácil
de se encontrar na Espanha, foi bem consumida. Um
fator favorável foi encontrá-las em
quase todos os povoados em que se passava, além
de que era um alimento que os peregrinos participantes
deste estudo davam grande importância ao seu
valor nutritivo.
A carne vermelha foi consumida apenas uma vez durante
o percurso todo, principalmente por seu preço
elevado e também por opção dos
sujeitos. Por outro lado, procurou-se consumir carne
branca (frango ou peixe) a gosto de todos os sujeitos.
Em ocasiões mais difíceis para a preparação
se comprava atum em lata. Procurou-se, ao menos uma
vez ao dia, ingerir uma fonte de proteína
de carne, mas nem sempre esta foi possível.
Os ovos, quando eram encontrados para compra por
unidades, foram elegidos também como uma fonte
protéica, pois ao contrário, teria
grandes chances de quebrar ao longo do caminho.
Por fim, os carboidratos além de terem sido
considerados como imprescindíveis, tinha uma
fácil possibilidade de transporte (por não
serem perecíveis), uma boa aceitação
digestiva além de proporcionar uma sensação
de reposição energética durante
o trajeto. Muitas vezes eram consumidos em maiores
quantidades, por exemplo as bolachas de maizena e
os pães, isto tudo devido aos fatores já descrito
acima, como ansiedade para comer , impaciência
para espera devido a fome, entre outros….
Lembramos também que VARELA (1991) cita um
aspecto importante e que se relaciona diretamente
com a alimentação, o fator psicológico.
Para este autor, a alimentação além
de estar envolvida por uma forte influência
fisiológica recebe uma generosa influência
emocional.
Todos estes problemas ou dificuldades que se enfrenta
durante o percurso, e considerando que este tipo
esforço psíco-físico extremo
que também não é habitual para
muitos peregrinos, faz com que seja bastante comum
os distúrbios ou infeções intestinais.
O COMPORTAMENTO DO ÍNDICE
DE GORDURA CORPORAL
Como a perca de líquidos é muito comum
na atividade analisada e para certificar a medição
de aumentos ou perdas de pesos reais, resolveu-se
analisar o Índice de Gordura Corporal (IGC)
mediante a dados obtidos pelas pregas cutâneas
(tabela 02). O objetivo era saber se os peregrinos
pesquisados utilizaram ou não suas reservas
de gordura como fontes de energia, fator determinante
para aqueles que buscam perder peso. Porém
deixamos claro que o IGC, pela falta de instrumentos
de precisão, não pode ser calculado
principalmente pela falta da variável peso,
além de que os dados obtidos através
das pregas cutâneas não são suficientes
para apontar com precisão se a variação
de peso ocorreu conforme aumento ou diminuição
da massa muscular, de líquidos ou da taxa
de gordura corporal.
| Individuo
1 |
| Pregas |
Antes |
1ª Coleta |
2ªColeta |
3ª Coleta |
Depois |
D.
Padrão |
| Abdominal |
14 |
12 |
15 |
13 |
12 |
1,30 |
| Bícepss |
4.5 |
3 |
4 |
4 |
4 |
0,5 |
| Tríceps |
11 |
10 |
10 |
10 |
10 |
0,44 |
| Subscapulars |
8 |
9 |
8 |
9 |
8 |
0,54 |
| Suprailíaca |
11 |
12 |
10 |
12 |
11 |
0,83 |
Tabela
2 Medição das pregas cutâneas
do individuo 1 nos 15 dias do percurso
|
| Individuo
2 |
| Pregas |
Antes |
1ª Coleta |
2ªColeta |
3ª Coleta |
Depois |
D.
Padrão |
| Abdominal |
7 |
7 |
7 |
7 |
7 |
0 |
| Bícepss |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
0 |
| Tríceps |
7 |
6 |
5 |
6 |
6 |
0,70 |
| Subscapulars |
9 |
8 |
9 |
8 |
9.5 |
0,57 |
| Suprailíaca |
5 |
5 |
6 |
6 |
5 |
0,54 |
Tabela
2 Medição das pregas cutâneas
do individuo 2 nos 15 dias do percurso
|
| Individuo
3 |
| Pregas |
Antes |
1ª Coleta |
2ªColeta |
3ª Coleta |
Depois |
D.
Padrão |
| Abdominal |
19 |
16 |
13 |
14 |
14 |
2,38 |
| Bícepss |
2 |
2 |
2 |
2 |
2 |
0 |
| Tríceps |
8.5 |
6 |
4 |
6 |
4 |
1,15 |
| Subscapulars |
10 |
10 |
11 |
10 |
10 |
0,44 |
| Suprailíaca |
8 |
7 |
8 |
6 |
6 |
1 |
Tabela
2 Medição das pregas cutâneas
do individuo 3 nos 15 dias do percurso
|
Para um futuro estudo mais sistematizado sobre este
fenômeno deixamos uma pequena sugestão:
Utilizar três ferramentas para calcular a composição
corporal, uma balança portátil e confiável
(para estar presente durante todo o trajeto), um
aparelho portátil de bioempedância elétrica
e um adipômetro metálico.
Nossa intenção foi realizar uma prova
piloto, buscamos aproveitar uma oportunidade nada
comum para obter indicadores que futuramente pudéssemos
utilizar em uma pesquisa sobre este mesmo fenômeno
mas de uma maneira estruturada e com todos os recursos
necessários para ser considerado científico.
Podemos dizer que foi um teste de ferramentas no
campo experimental e que poderá indicar os
passos que devemos tomar para que seja possível
propor uma investigação mais estruturada
sobre este tema.
BIBLIOGRAFÍA
COELHO, P. El Peregrino de Compostela (Diário
de um Mago). Editora Planeta, Série Biblioteca
Paulo Coelho, Barcelona, 2001.
WILMORE, J. M. Y COSTILL, D. L. Physiology of sport
and exercise. Kinetics, IL, p. 10, 1994.
PORTE, G. Guia general del ciclismo. Ed. Tutor, Madrid,
1996.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Diet, nutrition, and the
prevention of chronic diseases. Geneva, Who – Technical
Report Series 797, 1990.
MONSEN, E. R.. The 10th edition of the Recommended
Dietary Allowances: what´s new in the 1989
* RDA´s Journal of the American Dietetic Association.
V. 89, p. 1748-752, 1989.
FAULKNER, J. A. Physiology of swimming and diving.
In FALLS, H. Exercice Physiology. Academic Press,
Baltimore, 1968.
VARELA, G. Dieta y salud. Rev. Sanidad Publ 65, Madrid,
p. 91-95, 1991.
Sites recomendados:
www.caminhodesantiago.com.br
www.compostela.com.br
www.deporteyciencia.com
www.dietamediterranea.com
www.humnet.ucla.edu/santiago/iagohome.htm/
www.google.com
www.paulocoelho.com.br
www.santiago.com.br
www.santiago.org.br
Referências:
 (1) Segundo
Coelho (2001 : 17) a denominação peregrinos,
se dá a qualquer pessoa que realiza o Caminho
de Santiago.
 (2) Mais
informação sobre o Caminho (história,
material, etc.) consultar os sites citados na bibliografia
e também o livro de Guy Veloso titulado Pelos
Caminhos de Santiago de Compostela.
 (3) Paulo
Coelho relata que realizou parte do caminho a pé,
e o concluiu em ônibus, pois já havia
alcançado seu objetivo, que certamente não
era emagrecer.
 (4) O
valor total da alimentação durante
o caminho pode alcançar os U$ 800 segundo
o site www.santiago.org.br.
|